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A sedução das origens

Existem muitas formas de se explicar as coisas do mundo. Mitos, fórmulas físico-químicas e estatísticas sociológicas são algumas das maneiras que os seres humanos encontraram para elaborar uma camada intelectual para as coisas. Dentre essas possibilidades de explicação, a história é uma das que está mais próxima da nossa mão dentro da caixa de ferramentas. Faça o teste você mesmo! Peça para alguém explicar algo e provavelmente essa pessoa começará com um breve histórico da questão.

Isso está relacionado com nossa percepção do tempo e da temporalidade, que é uma marca cognitiva Continuar lendo

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Precisamos falar de Platão 2: a Educação

Dentre os diálogos de Platão, a República é um dos mais influentes e conhecidos. Considerando o ditado que diz que toda a História da Filosofia é uma sucessão de notas de rodapé da obra de Platão, bem se pode imaginar que a República tenha algo a ver com isso. Isso porque ela fala sobre tudo um pouco e deixou impacto não só na filosofia mas em outras áreas como a teoria política, epistemologia e educação, entre tantas. É nesse diálogo que está o Mito da Caverna.

Para um leitor moderno, ler a República é como ler o registro de uma conversa de bar. Vários personagens conversando e especulando, criando cenários e possibilidades dentro da própria Continuar lendo

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Precisamos falar de Platão

Bom, gente. Esse é um texto que vem rondando o backstage da minha mente há algum tempo. Se for contar, acho que faz alguns anos. Ele insistia em urgir, mas nenhuma forma foi encontrada e, assim, ficou pra lá. Aqui, do lado do escritor, rola o dilema habitual de sempre: enterrar os talentos (como na parábola) ou oferecer o fígado para as águias (como na mitologia)? Cortando o melodrama e com decisão tomada, além das boas-intenções na mão: vamos ao que interessa.

EXPERIÊNCIA UNIVERSITÁRIA

Ser calouro em uma universidade como a UnB significa muitas coisas. O ambiente universitário é encarado geralmente num momento cedo da vida e se revela como um mundo novo, com regras próprias que precisam ser descobertas à sua maneira. Isso significa, na prática, que os calouros se metem em muita encrenca.

A encrenca pode ser encontrada em algum trote. Que tenha lá seus graus variados de violência e comunhão grupal, como sempre. Ou também pode ser encontrada em um batismo etílico. Que tenha lá seus diferentes graus de entrega para sentimentos de auto-aniquilação ou de vaidade.

Sorte ou azar, o meu caso foi diferente. Uma amiga muito próxima que entrou pouco antes de mim na universidade me ciceroneou pelos sete círculos da UnB. Isso me salvou de muitas curvas perigosas mas também me colocou em outras, como vamos ver. Continuar lendo

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